| Na rota mais usada entre São Paulo e Campos do Jordão, pelas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e SP-123, um carro cruza quatro praças e paga cerca de R$ 23,30 na ida ou R$ 46,60 na ida e volta. Pela BR-116 até Taubaté, são três praças e R$ 17,40 na ida. Já a serra da SP-123 não tem cobrança de pedágio. |
Quatro cupons estreitos, já meio amassados, foram se juntando na tampa do porta-copos. O primeiro em Itaquaquecetuba. Depois, Guararema. Mais adiante, São José dos Campos. Por fim, Caçapava, com o papel mais surrado de todos. A melhor parte da viagem ainda nem tinha começado, com serra, lareira e queijo escorrendo no fondue, mas o carro já havia pago pedágio em quatro portões diferentes.
Então a estrada muda de nome. Passa a ser SP-123. E as cabines simplesmente desaparecem.
Percebi isso logo depois do trevo de Pindamonhangaba. Enquanto a paisagem ficava mais verde e a temperatura começava a cair, o porta-copos parava de receber cupons. A desconfiança é natural: será que existe uma última cabine escondida depois da próxima curva? Não existe. Toda a subida até o Portal de Campos do Jordão é gratuita. Esse contraste, pagar tudo antes de aparecer a primeira araucária, costuma confundir quem calcula a viagem pela primeira vez.
Quanto custa o pedágio de São Paulo a Campos do Jordão em 2026: o valor desaparece quando a serra começa
Quanto custa o pedágio de São Paulo a Campos do Jordão pela Ayrton Senna e Carvalho Pinto?
Na viagem de São Paulo a Campos do Jordão pelas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, a rota mais comum para quem parte da capital ou da Grande São Paulo, o carro passa por quatro praças antes do acesso à SP-123, em Taubaté. Para veículos de passeio da categoria 1, a soma é de R$ 23,30 na ida. Para comparar esses valores com outras estradas, consulte também a tabela de pedágio 2026 por rodovia.
| Praça | Rodovia | Valor (categoria 1) |
| Itaquaquecetuba | Ayrton Senna | R$ 6,10 |
| Guararema | Ayrton Senna | R$ 5,70 |
| São José dos Campos | Carvalho Pinto | R$ 5,70 |
| Caçapava | Carvalho Pinto | R$ 5,80 |
| Total (ida) | R$ 23,30 |
Fonte: concessionária responsável pelo corredor Ayrton Senna e Carvalho Pinto, com reajuste autorizado pela Artesp e vigente desde 1º de julho de 2026.
A lógica lembra um rodízio de fondue: a conta chega na entrada, antes de você se acomodar à mesa. Depois das quatro praças, a serra vem inteira, com curvas, altitude, araucárias e aquele frio que finalmente justifica o casaco, sem nenhuma tarifa adicional. Não existe cobrança por quilômetro subido, curva fechada ou metro de altitude até os 1.628 m de Campos do Jordão. O custo ficou lá embaixo, na baixada.
Dá para economizar pela BR-116? A rota que ninguém elogia, mas custa menos
É mais barato ir para Campos do Jordão pela BR-116?
Sim. Pela BR-116 até a saída de Taubaté, o carro cruza apenas três praças e paga R$ 17,40 na ida. A economia é de R$ 5,90 em relação à Ayrton Senna e à Carvalho Pinto.
| Praça | Rodovia | Valor (categoria 1) |
| Arujá | BR-116 | R$ 4,60 |
| Guararema | BR-116 | R$ 4,60 |
| Jacareí | BR-116 | R$ 8,20 |
| Total (ida até Taubaté) | R$ 17,40 |
Fonte: concessionária responsável pelo trecho paulista da BR-116, reajuste autorizado pela Deliberação ANTT nº 1.053/2026, publicada no Diário Oficial da União em 21 de agosto de 2026 e vigente desde 1º de setembro de 2026.
Existe uma praça chamada Guararema nas duas contas, uma na BR-116 e outra na Ayrton Senna. Isso não é erro de digitação. As duas rodovias passam pela mesma região do Vale do Paraíba, mas pertencem a concessionárias diferentes. Cada uma tem sua própria cabine e as duas receberam o nome do mesmo município. É o tipo de detalhe que ninguém explica até o motorista estranhar o nome repetido no cupom.
A BR-116 é uma estrada muito usada por caminhoneiros. Tem tráfego intenso, acostamento menos generoso e faixas mais estreitas em alguns pontos. A rota economiza quase R$ 6 por trecho, mas exige mais atenção e pode cobrar a diferença em tempo parado nos horários de pico. Para chegar mais descansado ao fim de semana na serra, a Ayrton Senna e a Carvalho Pinto costumam justificar os R$ 5,90 adicionais. Para quem prefere guardar esse valor para o queijo da noite, a BR-116 devolve a diferença ao bolso.
Por que a SP-123, a estrada da serra, não cobra pedágio?
A SP-123, oficialmente Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, liga Taubaté a Campos do Jordão e passa por Pindamonhangaba e Santo Antônio do Pinhal. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), responsável pela via, não existe nenhuma praça de pedágio em todo o trecho da serra.
A explicação é administrativa, não romântica. Ao contrário da Ayrton Senna, da Carvalho Pinto e da BR-116, esse trecho da SP-123 nunca foi transferido para uma concessionária privada. A via continua sob gestão direta do DER-SP, que não cobra tarifa de pedágio nas estradas operadas diretamente pelo órgão. Sem concessão, não há cabine.
Isso não torna a subida tranquila do início ao fim. São cerca de 46 km de serra, do trevo de Pindamonhangaba, no km 26,5, ao Portal de Campos do Jordão, no km 46. O caminho sobe a Mantiqueira por curvas fechadas e pode receber neblina repentina, principalmente no fim da tarde e em dias chuvosos. O DER-SP mantém sinalização de alerta para neblina exatamente nesse trecho. A recomendação é reduzir a velocidade, usar o farol baixo e evitar ultrapassagens sem visibilidade, ainda que o bolso, ali, possa seguir tranquilo.
Dá para passar por essas praças sem parar na cabine?
Sim. Primeiro, porém, vale deixar clara uma diferença: Ayrton Senna, Carvalho Pinto e BR-116 não são rodovias Free Flow. Elas usam o modelo tradicional, com praça física, cabine e cancela. O motorista chega, para ou reduz a velocidade na faixa automática e paga na hora, em dinheiro, cartão ou por aproximação. No Free Flow, câmeras instaladas em pórticos leem a placa em velocidade normal e a cobrança acontece depois, sem nenhuma cancela no meio da pista.
As três rodovias aceitam as principais tags de pedágio, como Sem Parar, ConectCar, Veloe e outras, nas faixas automáticas. Assim, é possível atravessar as quatro ou três praças sem procurar dinheiro trocado. Quem prefere pagar na cabine pode conferir se o pedágio aceita cartão. No guia de como pagar pedágio eletrônico, mostramos com mais detalhes a diferença entre o pagamento na praça tradicional e o pagamento posterior no Free Flow.
| Enquanto isso, no pedagioeletronico.com.br: Ayrton Senna, Carvalho Pinto e BR-116 ainda não aparecem na consulta por placa, porque atualmente integramos apenas rodovias Free Flow, como CNL Novo Litoral, CSG Caminhos da Serra Gaúcha e Via Campo. Se, depois da serra, o roteiro continuar para o litoral norte e seguir pela Rio-Santos, a cobrança já é 100% Free Flow. Nesse caso, dá para consultar, pagar e acompanhar cada passagem diretamente no pedagioeletronico.com.br. |
Quanto se gasta de pedágio para Campos do Jordão, ida e volta?
Na ida e volta, o gasto com pedágio para Campos do Jordão chega a R$ 46,60 pela Ayrton Senna e Carvalho Pinto ou a R$ 34,80 pela BR-116, considerando o mesmo caminho nos dois sentidos. Nas duas rotas, cada praça é paga no momento da passagem. Não existe boleto nem fatura para quitar depois.
Depois, é preciso somar o combustível, que varia conforme o veículo e o preço encontrado no posto naquele dia. Fizemos a conta completa, com fórmula e exemplo, no guia de como calcular pedágio e combustível de uma viagem. Para fechar os outros detalhes do roteiro antes de sair, consulte também o passo a passo de como planejar uma viagem de carro.
| Antes de pegar a estrada: se a sua rotina inclui rodovias Free Flow, como a Rio-Santos, a Tamoios ou a CNL Novo Litoral, aproveite a preparação da viagem para conferir se alguma passagem de um trajeto anterior ficou em aberto. A consulta é rápida, feita pela placa, e evita que um débito esquecido por meses se transforme em multa sem aviso. Consulte gratuitamente no pedagioeletronico.com.br. |
| Sobre o Pedágio Eletrônico: somos a plataforma para consultar, pagar e acompanhar passagens de pedágio Free Flow pela placa, sem depender de tag física, nas concessionárias integradas ao sistema. Se a sua próxima viagem passar por uma rodovia Free Flow, comece pelo pedagioeletronico.com.br. Para outras dúvidas sobre pedágio, cobrança e multas, consulte nossas perguntas frequentes ou veja mais guias de rodovias no blog. |
À frente do portal Pedágio Eletrônico, desenvolvido pela Movvia, Pedro Hermano atua na conexão estratégica entre tecnologia de ponta e as principais concessionárias de rodovias do país. Diante do avanço dos pórticos Free Flow, ele se tornou uma das principais referências do setor e tecnologia para como pagar pedágio eletrônico por placa e evitar multas por evasão de tarifa, garantindo uma viagem fluida e sem atritos.
Pedro fomenta ferramentas ágeis para quem busca pagar free flow pelo celular em poucos cliques com máxima conveniência. Em seus canais oficiais e no blog da plataforma, ele compartilha seu conhecimento técnico e de mercado com motoristas e frotistas, desmistificando as novas tecnologias das rodovias brasileiras para transformar a experiência de viajar pelo país.