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Free flow na BR-116 e na BR-251 em Minas Gerais: pórticos, prazos e como pagar

Boa leitura!

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Os pórticos de free flow começaram a ser instalados na BR-116 e na BR-251, em Minas Gerais, em setembro de 2026. Segundo a concessionária, a cobrança deve começar em dezembro de 2026. A concessão abrange 734,9 quilômetros entre Governador Valadares, Teófilo Otoni, Montes Claros e a divisa com a Bahia. Não haverá cancelas: com tag, a cobrança é automática; sem tag, o motorista poderá pagar pela placa em até 30 dias.

“Interdição total das 15h às 15h30, sentido único liberado a partir das 13h em esquema de bloqueio alternado.”

Motoristas de Grão Mogol e Santa Cruz de Salinas, no norte de Minas, receberam avisos como esse em duas sextas-feiras consecutivas de setembro de 2026. Não se tratava de recapeamento nem de um acidente. Guindastes estavam posicionando estruturas metálicas sobre a pista: os primeiros pórticos de pedágio instalados nessa parte da BR-251 e da BR-116 em décadas.

Até junho de 2026, os 734,9 quilômetros desse corredor entre Governador Valadares, Teófilo Otoni, Montes Claros e a divisa com a Bahia eram administrados diretamente pelo poder público e não tinham cobrança de pedágio. A concessão trouxe o free flow para a BR-116 e a BR-251 em Minas Gerais. Câmeras e antenas registram o veículo em movimento, sem cabine ou cancela. Para quem usa essas rodovias, conhecer o cronograma agora ajuda a planejar as viagens de dezembro.

Como é o free flow na BR-116 e na BR-251 em Minas Gerais?

A concessão Rota Gerais cobre 734,9 quilômetros: a BR-116, da divisa com a Bahia ao contorno de Governador Valadares, e a BR-251, de Montes Claros ao entroncamento com a BR-116 em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha. No free flow, câmeras e antenas identificam a tag ou a placa à velocidade normal da via. A cobrança vem depois, como explicamos no guia completo sobre o que é free flow.

Onde estão sendo instalados os pórticos?

Até a produção deste texto, a imprensa regional havia identificado pelo menos sete pontos de cobrança na BR-251 e na BR-116, em Santa Cruz de Salinas, Salinas, Grão Mogol, Francisco Sá, Governador Valadares, Itambacuri e Catuji. A concessionária anunciou nove pórticos para o corredor completo. Ainda não há uma lista final de todos os locais reunida em uma única fonte oficial. Antes de uma viagem longa pela região, confira as informações mais recentes.

Cada instalação exige cerca de meia hora de interrupção do trânsito, precedida por bloqueio alternado. O procedimento se repete de cidade em cidade enquanto os trabalhos avançam de norte a sul.

Por que esse trecho nunca teve pedágio até agora?

Durante décadas, esse trecho da BR-116 e da BR-251 permaneceu sob gestão direta do poder público federal, sem concessão. O leilão da Rota Gerais ocorreu no início de 2026. A outorga saiu em 2 de junho e o contrato foi formalizado nos dias seguintes. Fontes oficiais e reportagens citam datas entre 3 e 8 de junho, possivelmente por distinguir assinatura e publicação no Diário Oficial da União. O prazo contratual é de 30 anos, com investimento total estimado em cerca de R$ 13 bilhões para obras, operação e manutenção.

Há uma urgência concreta por trás dessas obras. Em 25 de maio de 2026, a colisão de um ônibus com uma carreta na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, matou oito pessoas. Cerca de duas semanas depois, a concessão foi formalizada. A concessionária passou a apontar como prioridades a duplicação de pontos críticos, a construção de acostamentos e passarelas e a instalação de postos de pesagem, além do pedágio. A cobrança financiará as melhorias, mas os 187 quilômetros de duplicação e os 160 quilômetros de faixas adicionais previstos respondem a necessidades anteriores à concessão.

Free flow na BR-116 e na BR-251 em Minas Gerais em números

  • Extensão: 734,9 quilômetros de rodovia concedida
  • Trechos: BR-116, da divisa com a Bahia ao contorno de Governador Valadares, e BR-251, de Montes Claros ao entroncamento com a BR-116 em Pedra Azul
  • Municípios ao longo do corredor: Governador Valadares, Teófilo Otoni, Montes Claros, Salinas, Grão Mogol, Francisco Sá, Itambacuri, Catuji, entre outros
  • Contrato: assinado em junho de 2026, com prazo de 30 anos
  • Previsão de início da cobrança: dezembro de 2026, segundo a concessionária

Quanto vai custar passar pelos pórticos da BR-116 e da BR-251 em Minas Gerais?

A tarifa não funciona como um preço fixo por praça. Nesse corredor, ela será calculada por quilômetro percorrido na área de cada pórtico. A ANTT informa tarifas básicas de referência de R$ 0,12644 por quilômetro em pista simples e R$ 0,17702 por quilômetro em pista dupla, com data-base de abril de 2023. Até o início da cobrança, esses valores serão corrigidos pela inflação.

Pontos de cobrança já confirmados pela imprensa no norte de Minas

MunicípioRodoviaSituação em setembro de 2026
Santa Cruz de SalinasBR-251Pórtico instalado (km 236)
Grão MogolBR-251Pórtico instalado (km 397)
SalinasBR-251Instalação confirmada pela concessionária
Francisco SáBR-251Instalação confirmada pela concessionária
Governador ValadaresBR-116Instalação confirmada pela concessionária
ItambacuriBR-116Instalação confirmada pela concessionária
CatujiBR-116Instalação confirmada pela concessionária

A tabela reúne os locais mencionados nominalmente pela imprensa regional até a produção deste artigo. Como a concessionária prevê nove pórticos no corredor, outros locais ainda podem ser divulgados antes de dezembro. Hoje, a BR-116 e a BR-251 desse trecho não têm consulta e pagamento integrados ao Pedágio Eletrônico. Se você também usa a CNL Novo Litoral, a CSG Caminhos da Serra Gaúcha ou a Via Campo, pode consultar as passagens dessas concessionárias em um só lugar, sem cadastro prévio. Para rodovias ainda não integradas, nossas perguntas frequentes explicam como proceder.

Pense no funcionamento como uma conta de água ou luz: o medidor registra o consumo e o valor vem depois. Aqui, a referência é a distância percorrida no trecho tarifado. Quem roda 20 quilômetros paga pelos 20 quilômetros; quem roda 80 paga pelos 80 quilômetros. Não há uma tarifa única de entrada.

Existe um valor médio já estimado?

A imprensa regional, com base em informações da concessionária, divulgou uma média de referência de R$ 8,40 por pórtico, em valores de 2023 e antes da correção. Essa média ajuda a estimar a ordem de grandeza, mas não equivale ao valor oficial de cada viagem. A quantia depende dos pontos de entrada e saída do trecho tarifado, e a concessionária é quem detém o cálculo fechado por segmento. Antes de atravessar o corredor depois de dezembro, consulte os canais oficiais para simular o trajeto.

Tem desconto para quem roda com tag?

Sim. Com uma tag ativa de empresa habilitada, como Sem Parar, Move Mais ou Taggy, entre outras, o pagamento é automático e há desconto de 5% por passagem. Também existe o Desconto de Usuário Frequente, o DUF: para quem atravessa regularmente o mesmo pórtico durante o mês, a tarifa cai progressivamente. Veja a diferença entre DBT e DUF no nosso guia de descontos do free flow.

Como pagar o free flow na BR-116 e na BR-251 em Minas Gerais sem tag

Sem tag cadastrada, o sistema identifica o veículo por reconhecimento óptico da placa. O motorista tem até 30 dias para pagar antes que o débito possa gerar risco de multa. Até aqui, a concessionária divulgou um portal próprio para pagamento pela placa e totens de autoatendimento nos 14 Serviços de Atendimento ao Usuário, os SAUs, previstos para o corredor.

Esse tal de pedagiodigital.com é a mesma coisa que Pedágio Eletrônico?

Não. “Pedágio digital” é uma expressão genérica usada por várias empresas para falar de cobrança automática sem cancela. Há marcas e sites com nomes parecidos. Para este corredor, a imprensa aponta o canal de pagamento por placa da concessionária responsável, que não é o Pedágio Eletrônico. Se os nomes causarem dúvida, nosso guia sobre como pagar o pedágio digital eletrônico explica a diferença entre o termo genérico e a plataforma de cada rodovia.

O que acontece se eu não pagar dentro do prazo?

Depois de 30 dias sem pagamento, contados da confirmação do processamento da passagem, o débito pode resultar em multa por evasão de pedágio. O artigo 209-A do Código de Trânsito Brasileiro prevê R$ 195,23 e 5 pontos na CNH; explicamos a infração em nosso guia sobre multa por evasão de pedágio. A Deliberação Contran nº 277/2026 suspendeu temporariamente a aplicação dessas multas no país até 16 de novembro de 2026. A suspensão diz respeito à multa: a tarifa continua devida. Confira também o que muda com o fim da carência do free flow.

Passo a passo para quando a cobrança começar

  1. Antes de dezembro, confira se a sua tag está ativa e se a operadora é habilitada. Assim, o desconto será aplicado automaticamente e você não precisará pagar pela placa depois.
  2. Se viajar sem tag, registre a data. O prazo de 30 dias começa com a confirmação do processamento da passagem, que pode ocorrer depois do dia em que você atravessou o pórtico.
  3. Use o canal oficial informado pela concessionária nos pórticos e nos SAUs. Você também poderá recorrer aos totens de autoatendimento ao longo do corredor.
  4. Guarde o comprovante, sobretudo nos primeiros meses de operação, quando dúvidas de cobrança são mais prováveis em um sistema recém-inaugurado.
  5. Se você circula também pela CNL Novo Litoral, pela CSG Caminhos da Serra Gaúcha ou pela Via Campo, a consulta gratuita por placa do Pedágio Eletrônico reúne as passagens dessas rodovias, sem exigir cadastro prévio.

Até que todo o corredor entre em operação, acompanhe a categoria Rodovias do blog Pedágio Eletrônico, onde publicamos os cronogramas de outras rodovias novas do Brasil.

Moto paga pedágio nesse trecho? E outras isenções previstas

A Rota Gerais foi leiloada em 2026, portanto integra o grupo de concessões federais licitadas depois de 2021. A data importa: a Portaria nº 104/2021, do então Ministério da Infraestrutura, estabeleceu a isenção de motocicletas como diretriz obrigatória para concessões federais licitadas a partir daquele ano. Para conhecer outras hipóteses de isenção que não dependem da data do leilão, veja nosso guia sobre quem tem direito à isenção de pedágio.

A isenção de moto já está confirmada para esse trecho de Minas Gerais?

Pelo critério da Portaria nº 104/2021, a concessão se enquadra na diretriz geral de isenção de motos. Até a produção deste texto, porém, não localizamos uma página oficial da concessionária ou da ANTT que detalhe como a isenção será aplicada especificamente nesse corredor. Ainda é preciso confirmar se a leitura da placa bastará, como ocorre em outros trechos, ou se haverá cadastro prévio. Se você usa moto nessa rota, consulte nosso guia sobre pedágio eletrônico para moto e confirme a regra operacional junto à concessionária antes de viajar.

Outras concessões recentes de free flow podem trazer dúvidas semelhantes sobre isenção. A categoria Free Flow do blog Pedágio Eletrônico acompanha as regras conforme cada uma é confirmada.

Norte de Minas e sul de Minas: dois sistemas de free flow diferentes

Quem já pesquisou free flow em Minas Gerais talvez conheça o guia sobre o sistema no sul do estado, na MG-459, com pórtico pioneiro em Monte Sião e cobertura de cidades como Itajubá e Poços de Caldas. Esse sistema já opera em outra concessão, distante do corredor de Governador Valadares, Teófilo Otoni e Montes Claros. A tecnologia de câmera e tag é semelhante, mas concessionárias, contratos e cronogramas são diferentes.

Acesse o portal Pedágio Eletrônico antes de seguir viagem

A concessionária prevê começar a cobrança em dezembro de 2026. Até lá, novos pórticos continuarão sendo instalados na BR-251 e na BR-116. Esse corredor ainda não integra os pagamentos do Pedágio Eletrônico.

Se você viaja também pela CNL Novo Litoral, pela CSG Caminhos da Serra Gaúcha ou pela Via Campo, consulte gratuitamente pela placa as passagens dessas parceiras em um só lugar, sem cadastro prévio. O blog do Pedágio Eletrônico continuará acompanhando a confirmação oficial do cronograma mineiro.

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