Pela BR-116, no trecho administrado pela Autopista Régis Bittencourt, a viagem de São Paulo a Curitiba passa por seis praças de pedágio. Cada uma cobra R$ 4,30 de um carro de passeio. A conta fica em R$ 25,80 por trecho e R$ 51,60 na ida e volta. A tarifa é definida pela ANTT e pode mudar em breve, porque a EPR venceu o leilão da concessão em julho de 2026, com deságio de 22,53%.
Quanto custa o pedágio de São Paulo a Curitiba pela BR-116?
Hoje, o trecho da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, concedido à Arteris S/A sob a operação da Autopista Régis Bittencourt, tem seis praças. Em todas elas, a tarifa da categoria 1 é de R$ 4,30 para carros de passeio. O valor está em vigor desde 29 de dezembro de 2025, quando entrou o reajuste anual autorizado pela ANTT com base no IPCA acumulado de 4,35%. Somando as seis cobranças, o motorista paga R$ 25,80 na ida. Se voltar pela mesma rota, o total chega a R$ 51,60.
É como aquele cartão de fidelidade da cafeteria perto de casa, em que cada carimbo leva você mais perto de um café grátis. Na Régis Bittencourt, a lógica lembra isso, mas o resultado é outro. Cada praça acrescenta um valor à viagem. Depois do sexto registro, entre a saída de São Paulo e a chegada a Curitiba, a conta fecha em R$ 25,80.
| Praça de pedágio | Localização | Valor (categoria 1) |
| São Lourenço da Serra | km 299, SP | R$ 4,30 |
| Miracatu | km 370, SP | R$ 4,30 |
| Juquiá | km 426, SP | R$ 4,30 |
| Cajati | km 485, SP | R$ 4,30 |
| Barra do Turvo | km 542, SP (saída da Serra do Cafezal) | R$ 4,30 |
| Campina Grande do Sul | km 57, PR (entrada da RM de Curitiba) | R$ 4,30 |
| Total ida | R$ 25,80 | |
| Total ida e volta | R$ 51,60 |
Valores da categoria 1, que inclui automóveis, caminhonetes e furgões. Fonte: reajuste tarifário da Autopista Régis Bittencourt, concessionária Arteris S/A, autorizado pela ANTT e vigente desde 29 de dezembro de 2025.
Quais são as seis praças de pedágio entre São Paulo e Curitiba?
Cinco praças estão em São Paulo: São Lourenço da Serra, Miracatu, Juquiá, Cajati e Barra do Turvo, esta última já nas curvas da Serra do Cafezal. A sexta fica em Campina Grande do Sul, no Paraná, praticamente na entrada da Região Metropolitana de Curitiba. São as seis cobranças distribuídas pelos 401,6 quilômetros da BR-116/SP/PR que a ANTT concedeu à Arteris em 2008 e que agora voltam ao mercado, como explico mais adiante. Também detalhamos essa transição no artigo sobre quando a Régis Bittencourt vai ganhar Free Flow.
O valor do pedágio é o mesmo para carro, moto e caminhão?
Não. Os R$ 4,30 correspondem à categoria 1, formada por carros, caminhonetes e furgões. Motocicletas costumam pagar menos que a tarifa cheia. Já caminhões e ônibus pagam múltiplos desse valor de acordo com o número de eixos, embora a forma exata de cálculo possa variar entre concessionárias. Para quem trabalha com frota, o mais seguro é confirmar a cobrança diretamente com a Autopista Régis Bittencourt antes da saída. Vale ainda consultar nossa tabela de pedágio por rodovia para organizar os demais trechos da viagem.
O valor do pedágio pode mudar em breve?
Pode. Aliás, esta talvez seja a informação mais importante para quem está planejando a viagem. Em 23 de julho de 2026, a ANTT confirmou a EPR como vencedora do leilão de concessão da Régis Bittencourt. A proposta teve deságio de 22,53% sobre a tarifa-teto, e o contrato será válido até 2041.
Em entrevista à CNN Brasil, o CEO da EPR, José Carlos Cassaniga, afirmou que a rodovia deve receber terceiras faixas entre 2028 e 2029, dentro do plano de investimentos previsto no contrato. Ainda não há, porém, uma data exata para a EPR assumir a operação nem para o desconto de 22,53% aparecer na tarifa cobrada na cabine. Até a produção deste artigo, o processo continuava na fase de homologação e assinatura do contrato junto à ANTT. Enquanto essa transição não for concluída, continua valendo a tabela apresentada acima.
A Régis Bittencourt tem Free Flow ou pedágio tradicional?
A cobrança ainda é tradicional. Ao contrário da Rio-Santos e da Via Campo, a Régis Bittencourt continua com cabines, cancelas e faixas dedicadas a veículos com tag. Essa diferença está explicada em detalhes no nosso artigo sobre o que é Free Flow. Na prática, até quem usa tag passa por uma cancela física, que só abre quando o meio de pagamento é reconhecido.
Enquanto a Régis Bittencourt não adota o Free Flow, vale aproveitar o planejamento para conferir os pedágios de rodovias integradas que você já utiliza, como Rio-Santos, CNL, CSG ou Via Campo. No Pedágio Eletrônico, a consulta de débitos pela placa é gratuita, e você consegue organizar os pagamentos de Free Flow em um só lugar antes de uma viagem longa. A própria Arteris, atual responsável pela Régis Bittencourt, opera outras rodovias com Free Flow no Brasil. Consulte a página de concessionárias integradas ao Pedágio Eletrônico e veja se alguma faz parte do seu caminho.
Como funciona o pagamento na faixa AVI da Régis Bittencourt?
A faixa AVI funciona com a leitura da tag. Um sensor identifica o dispositivo instalado no para-brisa, registra o débito da tarifa e libera a cancela sem exigir que o motorista pare. Entre as operadoras aceitas estão Sem Parar, Veloe, ConectCar, TOTVS e Zul+, cada uma com regras próprias de mensalidade e faturamento. Antes de viajar, compare qual tag de pedágio combina melhor com o seu perfil e confira também as formas de pagamento aceitas pelo Pedágio Eletrônico caso outro trecho da rota passe por uma rodovia integrada.
E se eu não tiver tag, posso pagar com dinheiro ou cartão?
Sim. As pistas convencionais recebem dinheiro e, na maioria das praças brasileiras, cartão de débito ou crédito. Esse assunto está detalhado no conteúdo que responde se pedágio aceita cartão. O cuidado maior é não entrar na faixa AVI sem uma tag ativa ou sem crédito suficiente. Nesse caso, a cancela pode não abrir, o fluxo para e, dependendo da situação, a passagem pode ser registrada como evasão de pedágio. Se você passou e não conseguiu quitar a tarifa, veja também o que fazer depois de passar no pedágio sem pagar.
Quanto custa a viagem inteira de São Paulo a Curitiba (pedágio e combustível)?
Do centro de São Paulo até Curitiba, o percurso porta a porta tem cerca de 429 quilômetros. Em condições normais de trânsito e sem considerar as paradas, a viagem costuma durar entre 5h30 e 6 horas. O ponto mais lento geralmente é a Serra do Cafezal, conhecida por quem passa com frequência pelas curvas fechadas e pela neblina que costuma cobrir a região nas primeiras horas da manhã.
O pedágio é a parte previsível da conta: R$ 25,80. Já o gasto com combustível muda conforme o carro, o preço encontrado no posto naquele dia e até o peso levado no porta-malas. Em vez de colocar aqui um valor fixo que pode envelhecer rápido, faça sua estimativa na nossa calculadora de pedágio e combustível. Depois, confira os outros itens do guia completo para planejar uma viagem de carro.
Antes de sair de casa: 5 pontos que fazem diferença nessa viagem
- Abasteça antes da Serra do Cafezal. Dentro da serra, os postos ficam mais distantes uns dos outros e costumam cobrar mais. O ideal é encher o tanque em Miracatu ou Juquiá, não depois.
- Confira se a tag está ativa e com saldo. Revise o crédito e a fatura da operadora antes de pegar a estrada. Uma cancela fechada na faixa AVI faz você perder mais tempo do que uma fila para pagamento em dinheiro.
- Leve algum dinheiro para as faixas manuais. Sistemas podem falhar, e nem sempre todas as cabines aceitam cartão no momento em que você chega à praça.
- Redobre a atenção nas curvas de Barra do Turvo. É onde a serra fica mais fechada e a neblina costuma aparecer primeiro nas manhãs de inverno. Antes de passar por esse trecho, releia nosso guia sobre como dirigir na chuva e com baixa visibilidade.
- Consulte este artigo novamente perto da viagem. Com a EPR prestes a assumir a concessão, os valores da tabela acima podem mudar.
Quanto tempo leva a viagem de carro de São Paulo a Curitiba?
Em condições normais de trânsito, o trajeto porta a porta de aproximadamente 429 quilômetros leva entre 5h30 e 6 horas, já considerando o ritmo mais lento no trecho de serra.
Vai passar por outras estradas nesta viagem? Acesse o site ou aplicativo do Pedágio Eletrônico, consulte gratuitamente se há pendências de pedágio Free Flow na sua placa e organize os pagamentos em um só lugar.
As principais dúvidas estão na central de perguntas frequentes, e os conteúdos sobre outros trechos ficam na categoria Rodovias.
À frente do portal Pedágio Eletrônico, desenvolvido pela Movvia, Pedro Hermano atua na conexão estratégica entre tecnologia de ponta e as principais concessionárias de rodovias do país. Diante do avanço dos pórticos Free Flow, ele se tornou uma das principais referências do setor e tecnologia para como pagar pedágio eletrônico por placa e evitar multas por evasão de tarifa, garantindo uma viagem fluida e sem atritos.
Pedro fomenta ferramentas ágeis para quem busca pagar free flow pelo celular em poucos cliques com máxima conveniência. Em seus canais oficiais e no blog da plataforma, ele compartilha seu conhecimento técnico e de mercado com motoristas e frotistas, desmistificando as novas tecnologias das rodovias brasileiras para transformar a experiência de viajar pelo país.